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BR-364: Dois são presos suspeitos de matar e colocar partes do corpo de jovem em sacos plásticos

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A Polícia Civil do município do Bujari prendeu, nessa terça-feira (18), dois suspeitos, de 26 e 34 anos, de participação no homicídio do jovem Thiago da Silva Farias, de 21 anos.

O corpo da vítima foi achado dentro de sacos plásticos próximo a um igarapé no último dia 13, na zona rural da cidade do interior do Acre.

A informação da prisão foi confirmada pelo delegado responsável pelas investigações, Bruno Oliveira. “A Polícia Civil do Bujari prendeu dois principais suspeitos de terem cometido o crime em desfavor do jovem Thiago. As investigações estão apenas no início e creio que nos próximos dias já teremos desvendado esse crime bárbaro que ocorreu aqui no município.”

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Ainda segundo a polícia, a principal hipótese é de que o jovem, que não tinha ligação com organizações criminosas, tenha sido vítima de um latrocínio, já que as armas do avô dele foram levadas na ação. No entanto, não descarta outras possibilidades.

As investigações continuam e a polícia não descarta participação de mais pessoas no crime. As armas levadas, segundo a família da vítima, eram registradas para uso em zona rural.

A polícia foi acionada por um tio do rapaz que recebeu a informação de que ele estava desaparecido e ao procurar por ele, acabou encontrando o corpo espalhado em vários sacos plásticos. O jovem estava cuidando da propriedade do tio, que fica no Km 72 da BR-364 e mais 10km de ramal.

Elizangela conta que tem dormido com ajuda de medicamentos desde que o filho foi morto — Foto: Arquivo pessoal

Elizangela conta que tem dormido com ajuda de medicamentos desde que o filho foi morto — Foto: Arquivo pessoal

‘Meu filho não era criminoso’

A autônoma Elizangela Farias tem procurado respostas para o crime brutal contra o filho Thiago da Silva Farias. Mãe de três filhos, ela conta que Thiago era o seu mais velho, um parceiro, já que foi criado apenas por ela.

Ele estava na colônia de um tio, cuidando do local. Segundo Elizangela, ele tinha ido para lá no dia 1º de maio. Ela acredita que ele tenha sido morto entre o dia 7 e 8 de maio, mas a família só encontrou o corpo no dia 13.

Ainda muito abalada, a mãe do jovem contou que tem dormido com ajuda de medicamentos e revela que Thiago chegou a dizer que não queria ir para o local, mas se sentia na obrigação de ajudar o tio. Elizangela contou que sabia que o local era perigoso e pediu para que o filho não fosse. Disse ainda que a mãe dela, avó da vítima, chegou a pedir para que ele ficasse também.

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Trabalhador, estudioso e esforçado. A mãe conta que Thiago fazia um curso, trabalhava como jovem aprendiz em uma loja de eletrodoméstico e a ajudava à noite em uma hamburgueria da família. Recentemente, ele tinha ganhado uma bolsa para cursar pedagogia em uma faculdade particular, mas a mãe diz que ele sonhava mesmo em ser veterinário.

Elizangela vai às lágrimas ao lembrar a forma como seu filho foi morto. Segundo ela, o tio da vítima chegou no local, procurou pelo jovem e ouviu indícios de um homicídio.

“Por que fizeram isso com ele? Se queriam roubar, por que não levaram as coisas e deixaram ele lá amarrado, amordaçado. Mas, não fizesse uma atrocidade dessa, porque ele não merecia. Não sei o motivo de tanta crueldade com meu filho. Ver acontecer isso com um ser humano lindo, cheio de luz, cheio de sonhos. Estou orando a Deus que me console, meu filho não era criminoso”, se emociona.

Família pede respostas para crime brutal contra jovem de 21 anos — Foto: Arquivo pessoal

Família pede respostas para crime brutal contra jovem de 21 anos — Foto: Arquivo pessoal

fonte g1 acre

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