Síndrome de Burnout: sintomas, como tratar e evitar


Cada vez mais propagada, essa síndrome tem como causa o excesso de carga de trabalho. Saiba mais sobre a síndrome de Burnout: o que é, sintomas, como evitar e tratar.

Com a pandemia e o trabalho remoto (home office), pesquisas apontam que a síndrome de Burnout vem se mostrando um problema de saúde emocional que cresce sem parar.

Segundo estudos feitos pela pela Isma-BR (International Stress Management Association no Brasil), este problema atinge mais de 33 milhões de brasileiros – e cresceu durante a pandemia da covid-19.

Assim, é importante saber o que é essa síndrome, os sintomas iniciais e como tratar.

Além disso, dicas para evitar e como recuperar o seu bem-estar, o equilíbrio da sua vida e de suas relações e manter uma relação saudável com o trabalho.

Fique por aqui e saiba tudo sobre a síndrome de Burnout.

O que é a síndrome de Burnout

Trata de um desgaste emocional, mental e físico.

Em geral, e como explica psicólogo norte-americano Freudenberger, essa síndrome tem como gatilho o excesso de compromissos profissionais.

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Assim, os sintomas da síndrome de Burnout passam a prejudicar a vida profissional do indivíduo, como sua vida pessoal, relações pessoais e até a saúde física.

Quais são os sintomas iniciais  

Como todos os transtornos de ordem emocional, cada indivíduo manifesta sintomas específicos.

No entanto, os sintomas iniciais comuns costumam ser:

  • Dificuldade de se desligar da rotina do trabalho
  • Acumular cada vez mais tarefas e responsabilidades que, muitas vezes, nem estão sendo cobradas do profissional
  • Tendência a demonstrar a todos o seu valor profissional
  • Achar que não está sendo reconhecido, por mais que trabalhe. Assim, isto impulsiona o individuo a se atarefar ainda mais.
  • Redução do sono.
  • Descaso com as atividades de lazer que gostava de fazer.

Sintomas avançados da síndrome de Burnout

A síndrome, em geral, está instalada quando o indivíduo apresenta sintomas, como:

  • Afastamento das relações pessoais e familiares
  • Tendência a comportamento depressivo e altamente ansioso
  • Não conseguir cumprir as tarefas profissionais, por pressão, excesso de atividades, falta de organização
  • Insônia ou excesso de sono
  • Despersonalização
  • Ataques de ansiedade
  • Esgotamento mental e físico, provenientes de alimentação inadequada, sedentarismo, preocupações exageradas e constantes, etc

Como tratar

Atualmente, a síndrome de Burnout é bastante comum em consultórios de psicólogos e de psiquiatras.

Em geral, o paciente não tem ideia de que pode estar sofrendo da síndrome de Burnout.

Assim, procura serviços de saúde pensando em outras doenças, inclusive físicas.

Já o tratamento deve ser proposto sob diversas frentes.

Por exemplo, pode ser indicada a administração de medicamentos, como antidepressivos e ansiolíticos.

No entanto, os medicamentos, não devem ser de uso a longo prazo.

além disso, suporte psicológico é essencial. Dessa forma, o profissional apoia o paciente que esteja com a Síndrome de Burnout a reorganizar a sua rotina, a fim de não se prejudicar mais em sua vida pessoal e sua saúde – sem deixar de lado os seus compromissos profissionais.

Importante!

Veja que o tratamento desta síndrome não propõe que o individuo abra mão de sua vida profissional, mas sim que encontre um equilíbrio.

Ao fazer o tratamento, o paciente consegue equilibrar a saúde física, a saúde emocional e o seu trabalho.

Dessa forma, até o seu rendimento no trabalho aumenta, pois é preciso estar equilibrado e saudável para exercer com qualidade os compromissos profissionais.

Como evitar a síndrome

Para não chegar ao ponto de sofrer com os sintomas bem preocupantes e prejudiciais causados por esta síndrome, as pessoas podem tomar algumas atitudes. Por exemplo:

  • Definir limites para trabalhar (ainda mais se o trabalho estiver em esquema de home Office). Determine horários, pausas e prazo para o término das atividades.
  • Cuidar da alimentação
  • Procurar um hobby ou uma atividade física para realizar com frequência
  • Aproveitar os momentos de folga, procurando se desligar dos compromissos profissionais
  • Por fim, vale uma conversa com a empresa ou a chefia, caso isto seja possível. Exponha as dificuldades que você vem tendo de cumprir as tarefas do trabalho com calma e organização. Assim, determine estratégias junto à empresa – sempre deixando claro que o objetivo não é trabalhar menos, mas sim, com mais organização e tranquilidade. Dessa forma, o próprio trabalho fluirá melhor, beneficiando a organização.

Profissões mais suscetíveis à síndrome de Bournout

De acordo com o Isma-BR , algumas categorias profissionais sofrem mais dessa síndrome:

  • Professores
  • Jornalistas
  • Enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem
  • Cuidador de idosos
  • Policiais
  • Bombeiros
  • Agentes carcerários
  • Assistentes sociais
  • Atendentes de telemarketing
  • Bancários
  • Executivos
  • Profissionais autônomos
  • Trabalhadores do comércio

Fonte Cura Pela Natureza