Nova regra para eleição do Presidente da Câmara de Rolim gera descontentamento entre vereadores


A aprovação do projeto para que as eleições da Presidência da Câmara de Vereadores de Rolim de Moura não sejam mais bienais e possam ser realizadas em qualquer data segue causando discussões dentre os vereadores e representantes da comunidade do município.


O regimento alterado no início de junho impunha que eleição da mesa diretora só podia ser realizada na última sessão do primeiro biênio, neste caso, em dezembro de 2022, porém o projeto modificou o Artigo 13 do Regimento Interno da Câmara de Vereadores e autoriza a realização da eleição em qualquer data, até mesmo por meio de sessão extraordinária.

A alteração, decidida em plenário por 6 votos favoráveis e 3 contrários, foi alvo de duras críticas do Vereador Ronny Ton Zanotelli (PTB) , um dos vereadores que se opuseram à mudança no regimento da Câmara de Vereadores de Rolim de Moura.
Em entrevista ao programa de rádio Pinga Fogo, Zanotelli explicou que o processo de votação possui vícios que são passíveis inclusive da anulação da votação.

“O Artigo 159 do Regimento Interno é claro sobre estar vedado aos vereadores interessados participar da votação que possam visar benefício próprio, o que, infelizmente, observamos que pode estar acontecendo neste momento”, lamentou.

Ronny ainda frisou que este tipo de alteração não visa nenhuma melhoria direta ao dia-a-dia da de Rolim de Moura.

“Pessoalmente não vejo nenhum sentido prático para esta alteração tão profunda numa regra assegura justamente a estabilidade do comando da Câmara e não deixá-la suscetível a questões alheias ao propósito da Casa de Leis.

Não há motivos senão políticos nessa situação”, enfatizou o Vereador petebista.

Outro ponto polêmico na aprovação foi o posicionamento contrário do Relator do Projeto, Eliomar Monteiro (PSD), que não teve seu parecer lido em plenário, gerando ainda mais protestos dos vereadores que defendiam a manutenção do Regimento.

A Vereadora Juliana Antunes (Podemos) completou o coro dos legisladores municipais que discordaram da polêmica decisão.

Fonte: Assessoria