O governo de Rondônia segue intensificando as ações de fiscalização ambiental para combater a pesca ilegal e garantir a preservação dos recursos naturais do estado. A atuação faz parte da Operação Iara, coordenada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), por meio da Coordenadoria de Proteção Ambiental (Copam), em parceria com a Polícia Militar de Rondônia, através do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e do Bope.
As fiscalizações estão acontecendo em pontos estratégicos dos rios Guaporé, Ji-Paraná, Rio Preto e Madeira, com atenção especial aos trechos médio e baixo do rio Madeira. Essas regiões são consideradas essenciais para a reprodução dos peixes e, historicamente, sofrem com a pesca predatória, principalmente durante o período de defeso.
Desde novembro de 2025, quando começou o defeso, os números da operação já mostram resultados significativos. Foram apreendidas 222 malhadeiras, que juntas somam mais de 18.800 metros de redes ilegais, além de armas de fogo e motosserras. Também foram aplicadas multas e realizadas conduções em flagrante por crimes ambientais.
O governador Marcos Rocha destacou que a ação integrada fortalece a proteção das riquezas naturais do estado. Segundo ele, o foco é garantir o cumprimento da lei e preservar as espécies, especialmente em um período tão importante quanto o defeso, fundamental para o equilíbrio ambiental e o futuro da pesca.
Para o coordenador da Copam, Marcos de Souza Trindade, a Operação Iara vai além da repressão. Ele explica que pescadores encontrados em situação regular, com documentação em dia e sem pescado proibido, são apenas orientados e liberados. “A operação tem um caráter preventivo e educativo, buscando conscientizar e preservar os estoques pesqueiros em todas as bacias do estado”, ressaltou.
O secretário da Sedam, Marco Antonio Lagos, afirmou que o trabalho reforça o compromisso do governo com a conservação dos ecossistemas aquáticos e o uso sustentável dos recursos naturais. Já o gerente de Pesca e Aquicultura da Sedam, João Batista Furtado Cordeiro, lembrou que o defeso protege o período mais vulnerável dos peixes, a desova. “Quando se retira um peixe nesse momento, milhares de outros deixam de nascer. Respeitar o defeso é garantir peixe hoje e no futuro”, destacou.
A Operação Iara continua em andamento e deve seguir com fiscalizações intensificadas nos rios do estado, reforçando a proteção ambiental e a pesca consciente em Rondônia.
Fonte: Conexão Rondônia


