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Mais que chocolate, um gesto de esperança: 2ª Edição da Páscoa Solidária leva sorrisos a crianças de Espigão D’Oeste e Pimenta Bueno

Por Edson S. Ullig

Espigão D’Oeste e Pimenta Bueno, 03 de abril de 2026 — Enquanto o calendário marcava a Sexta-feira Santa, dia da Paixão de Cristo, um outro tipo de sacrifício ganhava as ruas das duas cidades. Não era o sacrifício divino que os cristãos celebravam, mas o sacrifício diário de centenas de famílias que lutam para colocar comida na mesa. E foi exatamente nesse contexto de fé e realidade social que acadêmicos do 3º Período do Curso de Direito da Estácio Fap, em parceria com a OAB de Pimenta Bueno e a Subcomissão Universitária da OAB, escreveram uma das páginas mais bonitas da solidariedade jovem na região.

A 2ª Edição da Páscoa Solidária não foi apenas uma campanha de arrecadação de caixas de bombom. Foi um movimento organizado, pensado e executado com a precisão de quem estuda a justiça, mas com o coração de quem entende que a verdadeira justiça social começa no olhar atento ao próximo.

O sol ainda nem havia atingido seu ponto mais alto quando a equipe de Espigão D’Oeste começou a circular pelos bairros com maior índice de crianças em situação de vulnerabilidade social. A missão era clara, levar não apenas doces, mas dignidade.

À frente da ação em Espigão, a acadêmica Déborah e o líder da turma e Delegado da Subcomissão Universitária da OAB, Edson, mais conhecido como Edynho, percorreram ruas e bairros carregando nas mãos algo muito maior que caixas de bombom. Carregavam a certeza de que cada entrega era um abraço em forma de gesto.

As crianças não entendiam completamente o porquê daquelas caixas coloridas chegando até elas. Mas entendiam, sim, o brilho nos olhos de quem as entregava. Entendiam o carinho no tom de voz. Entendiam que, naquele momento, alguém havia pensado nelas.

Se pela manhã o trabalho foi intenso em Espigão, a tarde em Pimenta Bueno mostrou o poder da mobilização coletiva. A distribuição nos bairros Itaporanga e Bela Vista contou com uma verdadeira rede de solidariedade.

Além de Edynho, que se fez presente nas duas cidades, a ação em Pimenta Bueno teve a participação de Nilza Emerich, que acompanhou cada etapa da distribuição com a sensibilidade de quem entende que a comunicação social também se faz com presença. As doutoras Milena e Fabiane, representando a OAB Pimenta, deram peso institucional à ação, mostrando que a Ordem não é apenas uma entidade de classe, mas um organismo vivo que pulsa junto com a comunidade.

E houve algo especialmente tocante na ação de Pimenta Bueno. A presença das acadêmicas Ana Lívia, que levou sua mãe, e Talita, que levou sua filha, gerou uma cena que resume o espírito da Páscoa Solidária, três gerações unidas pelo mesmo propósito. De um lado, uma filha convidando a mãe para viver a experiência de doar. Do outro, uma mãe levando a filha para aprender, na prática, o valor da solidariedade.


Essa imagem, mais que qualquer foto ou vídeo, diz tudo sobre o que foi esse dia.

É possível quantificar caixas de bombom. É possível contar quantas crianças foram atendidas. É possível medir o tempo de duração da campanha. Mas há algo que escapa a qualquer planilha, a qualquer relatório, a qualquer métrica de impacto social.

O abraço apertado de uma criança que expressava muito mais do que qualquer palavra seria capaz de trasmitir.

O sorriso de uma mãe que vê, mesmo que por um instante, o filho com os olhos brilhando de alegria.

Isso não se mede. Isso se sente. E quem esteve nas ruas nesta sexta-feira sentiu na pele.

A Páscoa que fica

A 2ª Edição da Páscoa Solidária do 3º Período de Direito da Estácio Fap chega ao fim, mas deixa um legado que vai muito além das caixas entregues. Deixa a prova de que é possível, sim, fazer a diferença quando se une organização, propósito e coração.

Fica aqui o agradecimento a cada pessoa que contribuiu com uma caixa de bombom. A cada estudante que abriu mão de algo para doar. A cada acadêmico que se dispôs a sair de casa e ir às ruas. A cada representante da OAB que entendeu que a advocacia também se faz com ações concretas. A cada mãe, cada pai, cada filho que acompanhou essa corrente do bem.

Aos que contribuíram direta ou indiretamente, o reconhecimento de uma turma que aprendeu, na prática, que o Direito não se estuda apenas nos livros. Se estuda na vida. Se estuda no olhar do outro. Se estuda na capacidade de transformar uma sexta-feira santa em um dia de ressurreição da esperança.