Rondônia - Mulher morre atropelada e família encomenda morte de atropelador


Em entrevista coletiva concedida na manhã desta quarta-feira, 18, o delegado Núbio Soares de Oliveira, titular da Delegacia de Homicídios de Vilhena, revelou ter desvendado um crime registrado no ano passado, no distrito de Novo Plano, pertencente ao município de Chupinguaia.

O caso se refere ao assassinato, com o tiro no rosto, de Erli Teixeira de Abreu, que tinha 50 anos quando foi morto. Ele foi executado por vingança por um pistoleiro identificado como João Carlos dos Santos. O matador foi contratado por Adilson Pereira Oliveira e seu enteado, Wesley Oliveira Araújo.

A motivação do crime teria sido o atropelamento da adolescente Karina Santos de Oliveira, 19 anos. A garota morreu uma semana depois de ser atingida pela moto conduzida por Erli. Ele estava embriago no dia do acidente fatal. A vítima estava com o filho no colo ao ser atingida pela motocicleta de Erli.

Condenado pelo acidente de trânsito, e libertado após o cumprimento da pena, Erli continuou morando em Novo Plano. O pai e o meio-irmão de Karina, ficavam revoltado quando o viam bebendo, mesmo após ter causado a tragédia.

AS INVESTIGAÇÕES

Ouvido na condição de testemunha, João Carlos acusou Wesley de ser o autor do disparo que havia matado Erli.Wesley, por sua vez, apontou João Carlos como o assassino.

Com isso, os dois foram submetidos a uma acareação na polícia e ambos assumiram suas respectivas participações no homicídio, bem como envolveram o pai da garota no caso.

O CRIME

Segundo as confissões feitas, o pai e o meio-irmão da jovem atropelada teriam dado uma moto ao pistoleiro e prometido mais R$ 8 mil após o “serviço” ser concluído. Apenas o veículo foi entregue.

 

João Carlos contou que, para matar Erli, subiu num muro vizinho à casa dele e fez o disparo.

 

Após atingir a vítima, ele fugiu na mesma moto recebida como parte do pagamento pelo assassinato. O veículo foi pilotado pelo contratante (Wesley), que deu fuga ao matador (João Carlos) na garupa.

 

Wesley está preso e deverá ser levado a júri popular, caso o MP aceite a denúncia contra ele. Também está na cadeia João Carlos, que responderá por homicídio duplamente qualificado. Adilson está foragido, mas seu advogado prometeu que ele, cujo pedido de prisão já foi exepdido, irá se apresentar.



Fonte Folha do Sul On Line


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