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Acusado de ter matado a mãe a facadas nas costas é condenado a 15 anos de prisão em Rondônia


Após quase sete horas de julgamento, o réu Daniel Gomes da Silva, de 20 anos, foi condenado nesta quinta-feira (14) a 15 anos de prisão por matar a própria mãe, de 51 anos, com dois golpes de faca nas costas. No tribunal, o jovem negou ter cometido o crime e disse que "estava possuído".

O 1º Tribunal do Júri da Comarca de Porto Velho começou a ler a sentença por volta das 17h, segundo a assessoria do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO). O crime, conforme a sentença, aconteceu no dia 14 de dezembro de 2017, no Bairro Cuniã, na Zona Leste de Porto Velho, onde a família morava.

O jovem foi condenado por homicídio triplamente qualificado e vai cumprir a pena inicialmente em regime fechado. A defesa sustentou a tese de que o réu era "semi-imputável" – que não tem responsabilidade psíquica.

Jovem acusado de ter matado mãe com facada alega estar 'possuído' no dia do crime
O corpo de jurados foi formado por sete pessoas – seis homens e uma mulher. No interrogatório, o réu negou que tenha matado a mãe, alegando que "foi alguém que o possuiu ou tomou posse do corpo dele".

Porém, segundo o Ministério Público de Rondônia (MP-RO), que ofereceu a denúncia à Justiça, ficou provado que o réu é o autor do crime e que ele agiu por motivo fútil e de surpresa. Ainda segundo o MP, o crime configura feminicídio, homicídio motivado por razões de sexo, quando a vítima é mulher.

Conforme as investigações, o homem teria ficado indignado com a ordem da mãe de ter que arrumar o quarto e optou por esfaquear a vítima nas costas enquanto ela lavava louças.

As duas primeiras testemunhas ouvidas foram de acusação, ambas do MP. A terceira foi o esposo da vítima e pai do réu. Segundo o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), o pai chegou a chorar durante o seu depoimento e confirmou que a mulher foi morta pelo próprio filho com uma facada nas costas enquanto ela de fato lavava louças.


A quarta testemunha ouvida pelo juiz Ênio Salvador Vaz foi o irmão do réu, testemunha de defesa. De acordo com o TJ-RO, o réu, durante prisão preventiva, esteve em cela separada por ter sido rejeitado pelos demais apenados.



Fonte g1 rondonia


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